quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Economista explica: entendendo a taxa SELIC

Os jornais estão noticiando mais uma alteração na Taxa SELIC. Enquanto isso acontece mais uma vez, você fica aí pensando: "QUE RAIOS ISSO TEM A VER COM A MINHA VIDA?"👀 Sem nem saber se isso é bom ou ruim...

Então segue aqui que a gente vai explicar tudinho!!!



Quem é o SELIC?

SELIC é a sigla de SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA, que é um sistema informatizado responsável pelo registro, custódia e liquidação de títulos escriturais do Tesouro Nacional.
Já a Taxa SELIC é conhecida como a taxa básica de juros da nossa economia, taxa a qual os bancos se orientam. É a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no SELIC, segundo o Banco Central. Ela é definida pelo COPOM - Comitê de Política Monetária - que é o responsável pela política monetária e pela decisão de quanto que fica a taxa básica de juros. O COPOM se reúne a cada 45 dias para discutir isso.



As variações da Taxa Selic

Tudo na economia é baseado na lei da oferta e da demanda. 
Quando a decisão do Copom é aumentar a Taxa Selic, o objetivo é frear a demanda (a procura do mercado) emprestando dinheiro ao governo e diminuindo o dinheiro em circulação para a população, então o acesso ao crédito fica mais caro. 

Quando a decisão é reduzir a taxa de juros básicos, o objetivo é que o crédito fique mais em conta (mais barato e mais liberado para a população, digamos), através do incentivo ao consumo e à produção. Assim os bancos oferecem crédito com taxas de juros mais baixas para incentivar o consumo.


E eu com isso?

Como já sabemos, tudo é oferta e procura. Então isso tudo gera reflexos nos preços, pois a variação nas taxas de juros influenciam na decisão do consumidor, se vai poupar - guardar dinheiro -, ou se vai consumir/comprar, assim como influencia na decisão dos empresários, se vão produzir mais ou não.
Assim, a Taxa Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica: o Governo usa essa taxa como instrumento pra controlar a temida inflação.

A Taxa SELIC também é importante no controle da entrada de investimentos estrangeiros. Quanto maior a taxa, mais atraente será para uma empresa estrangeira investir no Brasil. E isso vale para aplicações em renda fixa para o público em geral também, como o CDB, por exemplo.

Uma dica: quanto maior a quantidade de dólares entrando no pais, menor será a cotação da moeda! 
Ótimo para quem vai viajar para o exterior! 
Falando nisso -> Já leu esse post para amantes de viagem?! 


É tudo um círculo vicioso:

Os juros elevados freiam o consumo > que prejudica as vendas > sem vendas, há desemprego > economia não cresce.
E o contrário também é verdade.

É através da Taxa Selic que os bancos definem as taxas de juros do crédito rotativo, do cheque especial, do crediário, de empréstimos, inclusive da poupança! MAS como os bancos são espertinhos, sempre que há o corte na Taxa SELIC, existe uma demora ao ser repassado ao consumidor.

O que vem acontecendo é que o COPOM vem diminuindo a Taxa Selic desde outubro de 2016. Na última reunião, no dia 12/04, ela reduziu em 1% e ficou em 11,25% ao ano. A tendência é que a taxa termine o ano por volta dos 9% a.a.

E o que o Governo quer com isso?

Através dessa política monetária, o objetivo do governo é que a economia volte a ficar aquecida, com consumo e que estimule a geração de empregos, sem perder o controle da inflação. 

Sabe aquela história: um olho no peixe e ouro no gato?! Bem isso: o Governo sempre está de olho no desemprego, e "rabo-de-olho" na inflação. 

Para saber mais sobre o assunto, podem acessar o site do Banco Central.

E me diga, o que você acha disso tudo? Onde isso vai influenciar na sua vida? Me conta!

Um grande beijo!
A Economista de Batom
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1 comentários:

Gabriela Stähler disse...

Comecei a acompanhar a taxa Selic depois que comecei a investir no Tesouro Direto! www.alemdolookdodia.com